terça-feira, 22 de março de 2011

Atividades Desenvolvidas 2-Frase, Oração e Período

Frase,oração e período

Detonador: Aula visual
Uma história em quadrinhos, montada no quadro...



A explanação foi facilmente entendida e a participação dos alunos muito efetiva. Em seguida, os textos referentes à seção 2 do TP2(Unidade 6),relacionados ao mesmo assunto foram trabalhados.

O que é frase?
Conceituar e identificar a frase.(Objetivo da seção).Estudo do texto "Parceria" que fala do desejo de ser escritora expresso em pequenos bilhetes que duas colegas de classe trocam com frequênciada autora Stela Maris Rezende.

Atividade 1
A – Com relação à troca de bilhetes, em sala de aula, responda:
a) Você acha verossímil a situação apresentada? (Verossimilhança é a característica que tem a narrativa ou o relato de, mesmo sendo ficção, parecer possível na realidade, ou apresentar uma tal lógica que todos os dados parecem coerentes.)
b) Os bilhetes tratam de vários assuntos. Quais são eles?
c) Os assuntos dos bilhetes vão e voltam, ou mudam de rumo com freqüência. Parecem
desalinhavados. Você vê algum motivo para que eles se apresentem dessa maneira?
d) Os sentimentos e comentários das alunas sobre os professores são verossímeis?
B – Indique abaixo traços regionais da linguagem das adolescentes.
C – Indique, agora, traços do registro informal dos bilhetes.
D – Se você pegasse os bilhetes das duas alunas, você corrigiria a linguagem deles?
E – As adolescentes apresentam duas paixões literárias.
a) Qual o resultado dessa paixão, na vida das duas?
b) Que relação há entre essa paixão e o nome delas?
c) Como você justificaria o título do conto?
Você viu que o texto de Stela Maris faz parte de um texto maior, o conto Parceria.
Viu também que o trecho lido é composto de vários textos menores, isto é, cada
um dos bilhetes pode perfeitamente ser considerado um texto: para cada destinatária, o texto escrito pela outra tem uma unidade de significação, o que lhe permite dar prosseguimento à “conversa”.
Para nós, leitores, que não conhecemos a vida dessas personagens, alguma coisa
pode ficar obscura.
Por enquanto, só com o trecho lido, vamos fazer algumas suposições e inferências,
e essas dúvidas são parte da nossa motivação para procurar ler o conto todo. O texto
literário, mais que qualquer outro, lança iscas para atrair e capturar o leitor, e este não é diferente.



Seção 2 (Oração e período),Páginas 52 a 56 do TP2.

Vejamos agora um segundo conjunto de bilhetes de Clara e Célia.
Grupo B:
O professor de matemática é um formigão elétrico.
Dessa vez piorou.
Ele foi embora de vez.


Pela conceituação feita de frase, vemos que, como nos casos do Grupo A, os bilhetes de B também são formados por uma frase: todos têm uma unidade de sentido, começam com maiúscula e acabam com ponto. Mas há uma grande diferença entre as frases desses dois grupos, uma diferença de estrutura.
Atividade 2
Que elemento(s) aparece(m) nas frases do Grupo B e não existe(m) nas do A? Marque
esse elemento em cada frase do Grupo B.
A frase que, como as do Grupo A, não se organiza em torno de verbo chama-se
NOMINAL.
Por lhe faltar o verbo, a frase nominal é especialmente adequada para a descrição,
quando os elementos observados se apresentam como num instantâneo da fotografia. É
muito adequada, também, no extravazamento de emoções, como no caso dos bilhetes
das duas amigas.
Em textos que pretendem captar momentos, lembranças, emoções, é comum que a
frase nominal seja dominante e até exclusiva.
Veja dois exemplos disso, um bem antigo e outro muito contemporâneo. O primeiro é
um soneto de Camões, o eterno amante, um dos maiores cantores do amor de todos os
tempos, em quem se inspirou, por exemplo, Vinícius de Moraes, ao fazer seus célebres sonetos amorosos. Camões viveu no século XVI, em pleno Renascimento, quando os poetas também se inspiravam em Petrarca. Francesco Petrarca foi um italiano que fez maravilhosos poemas (sobretudo sonetos) para Laura, por quem – dizem – teve um amor platônico, um amor que fica no campo das idéias e sentimentos e “não se realiza” fisicamente.
A descrição que Camões faz da mulher amada, cheia de mistérios e aparentes contradições, impossível de ser captada claramente, é muito próxima do retrato que Leonardo da Vinci faz na famosíssima tela Mona Lisa, ou La Gioconda.


Leonardo da Vinci (1452-1519) foi um dos maiores gênios do mundo, em todos os tempos.Foi inventor, filósofo, cientista, matemático, entre outras coisas. Mas é como pintor que sua obra continua tendo uma importância extraordinária.Tão
famosa quanto a Mona Lisa é sua tela A Santa Ceia, cena reproduzida uma infinidade de vezes, em todas as épocas.
*Reproduza também a Monalisa de nossos tempos. Mostre seu lado de Leonardo da Vinci do século XXI.













Vamos ao soneto.
Um mover d’olhos, brando e piedoso,
sem ver de quê; um riso brando e honesto,
quase forçado; um doce e humilde gesto,
de qualquer alegria duvidoso;
um despejo quieto e vergonhoso;
um repouso gravíssimo e modesto;
uma pura bondade, manifesto
indício da alma, limpo e gracioso;
um encolhido ousar; uma brandura;
um medo sem ter culpa; um ar sereno;
um longo e obediente sofrimento:
esta foi a celeste formosura
da minha Circe, e o mágico veneno
que pôde transformar meu pensamento.

CAMÕES, Luís Vaz de. Obra completa. Rio de Janeiro: Aguilar, 1963. p.301.

Belo poema, você achou? Vemos aí que as três primeiras estrofes constituem uma
longa frase nominal, em que o poeta sugere a ambiguidade de determinada mulher: tanto no físico como no espírito, ela parece encerrar uma contradição, uma dificuldade de ser definida. No último terceto, quando o poeta revela sua relação com o modelo, continua a sensação do inatingível: a amada é celeste, mas é também veneno. Entre parênteses: foi em parte esse mistério que deu a fama à Mona Lisa e a transformou no símbolo da pintura, em todos os tempos.
A – Nesse soneto de Camões, que verbos seriam usados, se o poeta não optasse pela frase nominal?
B – Tais verbos fazem falta, nesse soneto? Justifique.
Embora a frase nominal seja muito utilizada nos mais diferentes tipos de textos,
podemos dizer que a situação mais comum é a frase organizar-se em torno de um verbo,
ou de um conjunto de formas verbais que equivalem a um só verbo – as chamadas
locuções verbais.
Sua mãe acaba acostumando. (acostuma).
Ela vai ter mais sossego sozinha. (terá).
Pode ocorrer, por outro lado, que o verbo não apareça, mas seja facilmente subentendido.
Atividade 4
Eu também.
Releia o trecho em que aparece essa frase.
Que verbo está subentendido nesse bilhete?
Quando a frase se organiza em torno de um ou mais verbos, ela recebe o nome
de PERÍODO. Cada verbo ou locução verbal é, em princípio, o núcleo de uma
informação. Cada informação centrada no verbo chama-se ORAÇÃO.
Veja, agora, os bilhetes do terceiro grupo.
Grupo C:
Estive relendo coisas e vi uma poesia que você copiou no caderno de português.
Célia, ontem eu faltei porque estava entibiada.
Daqui a pouco ele pega os bilhetes e ralha com a gente.

Atividade:
A – Que diferença há entre os períodos do Grupo B e do Grupo C?
B – Você já deve ter usado, em vários momentos de sua vida, as palavras: simples,
composto, absoluto. Considerando o significado dessas palavras, complete o texto abaixo,
usando nas lacunas uma dessas três palavras.
O período que apresenta apenas uma oração é chamado ________________, e a oração
única é chamada _________________. O período com mais de uma oração é chamado _________________.

Ativ.:
A – A partir das informações acima, podemos concluir que há uma situação em que a
frase é, ao mesmo tempo, período e oração. Qual é essa situação?

Poesia sapeca
a
poesia sapeca
sapecou
um verso
no caderno
de tarefas.
BINHO. Na ponta da língua. Belo Horizonte: Miguilim, 1991.
a) Com relação à presença de frase, período e oração, que situação temos no poema?Justifique.
b) Como você justificaria o adjetivo usado para a poesia, no contexto do poema?
c) Que lhe sugere o uso do verbo “sapecou”?
C – Indique, nos parênteses à frente de cada frase, se temos:
F – só frase;
O – uma frase que é, ao mesmo tempo, uma oração absoluta;
P – uma frase que é, ao mesmo tempo, um período composto.
( ) a) Tenho três livros dela.
( ) b) Pode até dar suspensão, do jeito que é aborrecido.
( ) c) Saiu.
( ) d) Que poesia, hem?
( ) e) Está vindo pro nosso lado.
( ) f) Deve de ser muito difícil a professora dar aula desse jeito, pelejando pra esquecer uma coisa.
D – Marque, nas frases acima, as locuções verbais.


Até a próxima......Aguarde algumas sugestões de trabalho com Sujeito e Predicado!!!
Abraços.

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